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OAB-DF deve pedir impeachment
Além de Arruda, processo também se estenderia a vice e secretários
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal deverá aprovar na quinta-feira o encaminhamento à Câmara Legislativa de um pedido de abertura de processo de impeachment contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), seu vice, Paulo Octavio (DEM), e secretários do governo.
Na quinta-feira, a OAB-DF vai reunir seu Conselho Pleno, composto de 45 integrantes, para votar. A tendência é que a proposta seja aprovada.
Ontem, a presidente da OAB local, Estefânia Viveiros,
reunisse com o presidente nacional da entidade, Cezar Britto.
Ele prestou total apoio a um eventual pedido de impeachment do governador.
- Estamos todos decepcionados com as imagens que vimos.
É preciso tomar providências enérgicas para que os políticos deixem de ver a coisa pública como se privada fosse - afirmou Britto, que se reuniu à tarde com o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa. O bispo defendeu apuração rigorosa do caso.
Britto anunciou que também levará os escândalos
para discussão na próxima reunião do Conselho Federal
da OAB nacional, domingo. Arruda e os demais integrantes do governo poderão
ser alvos de impeachment por crime de responsabilidade, previsto na Lei 1.079,
de 1950, e na Lei Orgânica do Distrito Federal. Se for condenada, a
cúpula do governo local será afastada de suas funções
e ficará impedida de ocupar cargos públicos por até cinco
anos.
Arruda e integrantes do governo do DF já respondem a inquérito
no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação
só poderá ser transformada em ação penal se a
Câmara Legislativa der autorização, algo improvável,
já que a oposição tem apenas 5 dos 24 deputados distritais.
Estefânia não quis dizer sua posição sobre o processo de impeachment, para não passar por cima da entidade. Mas disse que o caso é grave.
- Em razão da gravidade dos fatos, a diretoria decidiu analisar o processo. O Conselho Pleno decidirá pelo pedido ou não do impeachment - disse
Fonte: clipping TRF1