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Lula e Gilmar descartam crise no Supremo

Presidente do STF tenta encerrar polêmica sobre briga com Joaquim Barbosa: 'Não há crise, não há arranhão
Um dia após o bate-boca público com o ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o presidente da Casa, Gilmar Mendes, tentou minimizar o episódio, que, para ele, não configura uma crise no STF: - Não há crise, não há arranhão.
É um tribunal que, os senhores sabem, tem trabalhado muito bem. Temos tido resultados expressivos, vocês podem avaliar. A imagem do Judiciário é a melhor possível - afirmou.

Após encontro com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), Gilmar evitou falar sobre os ataques de Joaquim na sessão de anteontem. Num debate jurídico, Joaquim disse que Gilmar está destruindo a credibilidade do Judiciário, e que não poderia falar na Corte como faz com "seus capangas" de Mato Grosso. Gilmar respondeu que Joaquim falta às sessões e faz populismo judicial.

- Sobre isso não vamos falar, está superado. O tribunal já se manifestou - disse, referindo-se à nota em que oito ministros manifestaram solidariedade ao presidente da Corte e lamentaram o episódio.
Indagado sobre a declaração na qual Joaquim Barbosa se referiu a "capangas" de Mato Grosso, estado de origem de Gilmar, o presidente do STF não se manifestou. Diante da insistência nas perguntas, o assessor Renato Parente pedia: - Presidente, não responda.

Na Argentina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a discussão entre os membros do Supremo "está longe de ser uma crise institucional".
Após encontro com a presidente Cristina Kirchner, na Casa Rosada (sede do Executivo), Lula minimizou o incidente.
- Dois homens divergiram, não se entenderam. Se fosse por esse tipo de coisa, não existiria futebol, porque tem briga em campo de futebol todo santo dia - declarou o presidente, que fez uma breve explicação para que sua colega argentina soubesse do que estava falando.


fonte: clipping TRF-1