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Justiça condena ex-genro de Arcanjo
Procurador do bicheiro, Diniz Queiroz Junior é acusado de receber valores
correspondentes a aluguéis de bens que estavam bloqueados
O juiz da 1ª Vara Federal, Julier Sebastião da Silva, condenou o procurador e ex-genro de João Arcanjo Ribeiro, Diniz Queiroz Junior, a três anos e oito meses de reclusão inicialmente em regime aberto por continuar movimentando bens do “comendador” que estão bloqueados judicialmente. Contrariando a determinação de seqüestro de bens, o condenado recebeu valores referentes a aluguéis de imóveis de Arcanjo.
Diniz firmou contrato de arrendamento da “Chácara Estância 21” com Francisco Sales Manzi e, posteriormente, com a empresa Oásis - Centro de Biotecnologia e Reprodução Animal Ltda. Conta na denúncia que ele recebeu também, ao longo do ano de 2004, os aluguéis decorrentes do contrato de locação do imóvel urbano localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.
Consta na decisão judicial que Diniz admitiu ter administrado os bens de João Arcanjo Ribeiro no período entre dezembro de 2002 a fevereiro de 2007. O dinheiro recebido teria sido utilizado para a gestão dos imóveis, alegando que a situação configuraria atipicidade de sua conduta, o que ensejaria sua absolvição.
“Não há qualquer divergência fática entre as partes acerca da acusação de que o Réu recebeu e geriu indevidamente valores que não lhe pertenciam e que estavam gravados por decisão judicial criminal de indisponibilidade e seqüestro”, pontua o juiz federal em um trecho da sentença.
O magistrado fundamentou a decisão também no fato de que a justificativa usada pela defesa do réu não foi acompanhada de nenhuma prova de veracidade, já que sem autorização do juízo competente, Diniz procedeu a administração e gestão dos bens de Arcanjo. Também não existia determinação legal para que ele realizasse contratos de locação e arrendamento de imóveis do “comendador”.
O acusado não teria prestado conta dos valores recebidos e utilização à Justiça. Uma série de bens de Arcanjo está bloqueada desde que ele foi preso após a Operação Arca de Noé, deflagrada no final de 2002.
Fonte: clipping TRF-1