Servidores encerram greve em 10 aeroportos do País

Vagner Magalhães e João Paulo Baxega, direto de São Paulo

Os funcionários da Infraero nos aeroportos de Congonhas e Campo de Marte, em São Paulo, Guarulhos (SP), Viracopos, em Campinas (SP), Tom Jobim, no Rio de Janeiro, Confins, em Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Londrina (PR), Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO) decidiram, em assembléias, encerrar a greve iniciada à 0h de hoje. Os demais aeroportos do País também fazem assembléias para votar sobre o fim da paralisação.
Em Congonhas, a assembléia foi realizada entre 8h30 e 9h e contou com cerca de 60 servidores de Congonhas. Onze deles foram contrários ao encerramento da greve. No total, 329 funcionários de Congonhas são ligados à Infraero. O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) acredita que 70% deles aderiram à paralisação.
No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, a assembléia reuniu cerca de 700 funcionários da Infrero. Apenas 21 deles foram contrários ao fim da greve.
No Rio, 175 trabalhadores foram a favor do retorno às atividades e 110 contra. A votação que decidiu a suspensão da greve foi realizada em assembléia no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão).
No aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), a greve foi suspensa até realização de assembléia, às 13 desta tarde.
De acordo com Samuel José dos Santos, diretor do Sina, a tendência é que todos os aeroportos aceitem a proposta da Infraero. "Houve uma boa vontade por parte da Infraero e decidimos encerrar a greve, porque as nossas principais propostas foram atendidas. Entre elas, o reajuste de 5,5% nos salários", disse. Além do reajuste, a proposta da Infraero incluiu vale-alimentação de R$ 24 ao dia.
As assembléias nos aeroportos do País devem ocorrer ainda pela manhã. Santos disse que, por volta das 12h, o sindicato nacional deve considerar a greve encerrada em todo o País.
De acordo com o Sina, a previsão era atingir 12 dos 67 aeroportos brasileiros. Entre eles estavam Congonhas, o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e os aeroportos Tom Jobim (Galeão) e Santos Dumont, ambos no Rio de Janeiro.
Os servidores reivindicavam 6% de reajuste salarial; 5,2% de aumento real; concessão de duas promoções à partir de agosto deste ano; vale-alimentação de R$ 25; a implementação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários até abril de 2009 e a manutenção de cláusulas sociais e financeiras do atual acordo coletivo.
Outra reivindicação era a saída de toda a diretoria da Infraero. O sindicato defende que a cúpula da estatal deve ser formada por funcionários de carreira e não por indicações políticas. De acordo com Santos, esse ponto ainda é um impasse, mas será abordado nos próximos meses, em outros atos previstos pelo Sina.
A greve não chegou a afetar a movimentação nos principais aeroportos do País nesta manhã. Entre 0h e 8h, em todo o Brasil, 28 (7,5%) dos 374 vôos previstos haviam atrasado mais de 30 minutos e 16 (4,3%) haviam sido cancelados.
Os aeroportuários são responsáveis por serviços como a operação de equipamentos de raio-X nos aeroportos, a fiscalização de bagagens no embarque e desembarque, o controle do movimento de aeronaves na pista e a liberação e manobra de cargas.

Fonte: Terra