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Procuradores
pedirão impeachment de Gilmar Mendes
Procuradores regionais de vários
Estados, entre eles Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República
de São Paulo, estão redigindo uma representação
contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, por "crime
de responsabilidade". Em outras palavras, os procuradores vão
pedir ao Senado o impeachment de Gilmar Mendes.
O pedido se baseia no artigo 52, inciso II da Constituição
Federal, que dá ao Senado a competência para julgar o impedimento
de ministros do Supremo. Para aprová-lo, é necessária
uma maioria de dois terços.
A sessão deve ser presidida pelo presidente do Supremo. Como no
caso a representação é contra ele, se aceita, seria
presidida pelo vice, Cézar Peluso. A aprovação implica
em inabilidade do ministro impedido por 8 anos.
Manifestação de juízes
De parte de juízes federais, está sendo programada uma manifestação
de protesto contra Gilmar Mendes, que se dará às 17 horas
desta segunda-feira, em São Paulo. O ato ocorrerá em frente
ao Fórum Criminal, na rua Ministro Rocha Azevedo.
Terra Magazine conversou com a procuradora Ana Lúcia Amaral, que
diz: "O presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, disse que
encaminhou para o Conselho Nacional de Justiça as decisões
do juiz Fausto De Sanctis. Isso é para efeito de mera estatística.
Isso não existe. Tenho 28 anos em atividade, em processo judicial,
e nunca ouvi falar nisso. Por favor, não subestimem a inteligência
das pessoas".
A redação do texto dos procuradores buscará ser a
mais consensual possível, no sentido de, em seguida, obter adesões
da chamada sociedade civil. Os procuradores irão buscar o apoio
de professores de Direito e de centros acadêmicos como o 11 de Agosto,
da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, da USP.
O ministro Gilmar Mendes concedeu dois habeas corpus ao banqueiro Daniel
Dantas, na semana passada, libertando-o da prisão determinada pelo
juiz Fausto De Sanctis, da 6.ª Vara Criminal de São Paulo.
Na última decisão, Mendes afirmou que a segunda ordem de
prisão expedida pelo magistrado era "nítida via oblíqua
de desrespeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal".
Fonte:
Terra
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