|
Manifestantes
ocupam sede do Incra em Brasília
Cerca de 600 integrantes do Movimento
dos Trabalhadores Sem Terra (MST), do Movimento dos Trabalhadores Desempregados
(MTD), e do Movimento de Apoio ao Trabalhador Rural (MATR) ocupam, desde
as 6h, a sede da superintendência do Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra). Os funcionários que tentaram
entrar foram impedidos.
Os manifestantes querem a troca do comando da instituição
porque, segundo o representante do MTD, Wilnean Melo, a reforma agrária
está parada na capital do país. "Existem famílias
acampadas em beira de estrada há mais de cinco anos e ainda não
tiveram resposta, o que mostra incompetência da direção
regional do Incra", afirmou. Os manifestantes reivindicam a destinação
para reforma agrária da Fazenda Sálvia, na região
de Sobradinho; e da Fazenda Picagem, em Brazlândia.
Segundo o Incra do Distrito Federal, o processo de destinação
da Sálvia para reforma agrária está em andamento
na Gerência de Patrimônio da União. A fazenda Picagem,
de acordo com o Instituto, não pode ser transformada em assentamento,
e o superintendente da instituição no DF, João Batista
Ferreira dos Santos, afirma que os movimentos sociais que ocupam a área
não aceitaram a regularização da posse da terra,
pois o documento não garantiria os benefícios dados aos
assentados, como crédito, por exemplo.
O superintendente criticou a ocupação e garantiu que o processo
de assentamentos na capital do país está sendo feito. "O
processo de obtenção de terra tem sido rápido. Nós
temos trabalhado de forma dinâmica, acelerada. Tem processos de
desapropriação aqui em que conseguimos a emissão
de posse no período de seis meses, desde a vistoria inicial até
a emissão de posse dada pelo juiz, isso é um recorde nacional.
Quanto à obtenção de terras, os movimentos sociais
não podem reclamar de maneira nenhuma", disse.
Segundo os representantes dos movimentos sociais, a ocupação
do Incra no DF faz parte de uma jornada nacional, que defende a reforma
agrária como forma de aumentar a produção de alimentos
e o assentamento de todos os acampados no país. Eles também
criticam o que chamam de criminalização dos movimentos.
Fonte: Terra
|