MPF conclui denúncia contra presos na operação Vorax

O Ministério Público Federal (MPF) concluiu, ontem à noite, a denúncia contra os envolvidos na operação ‘Vorax’. O procurador-chefe do MPE, Edimilson Barreiros Júnior, não quis adiantar detalhes sobre a denúncia. Ele disse que só vai revelar o conteúdo da denúncia hoje, às 14h, em uma coletiva à imprensa na sede do MPF.
Com a conclusão e apresentação da denúncia, o MPF cumpre o prazo estipulado pelo juiz da 2ª Vara da Justiça Federal no Amazonas, Márcio Luiz Coelho de Freitas, que determinou prazo de cinco dias, a contar da data da prisão dos suspeitos, para a apresentação da denúncia pelo Ministério Público.
As prisões aconteceram na última terça-feira em Manaus e no município de Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus), quando a Polícia Federal (PF) prendeu o vice-prefeito Rodrigo Alves da Costa; os membros da Comissão de Licitação, Walter Braga Ferreira e Leila Regina da Silva Menezes; a secretária de finanças, Romi Cineide Gomes Mello; o sargento da Polícia Militar (PM) e acusado de chefiar o grupo de seguranças armados do prefeito Adail Pinheiro, Antônio Carlos Maria de Aguiar; o ex-secretário de Administração, Adriano Salan; o irmão do prefeito, Carlos Eduardo do Amaral Pinheiro; o assessor Haroldo Portela; e o secretário e o subsecretário de Obras, Paulo Emílio Lemos Bonilha e Paulo Sérgio Chagas Moreira.
O pedido de prisão preventiva dos suspeitos foi feito pela PF ao Ministério Público no dia 29 de maio, quando, na ocasião, 23 suspeitos estavam presos provisoriamente, acusados de corrupção na administração do município de Coari, entre outros crimes como desvio de dinheiro público e uso irregular dos royalties pagos pela Petrobras à Prefeitura de Coari pela exploração da jazida petrolífera de Urucu.
As investigações da PF foram concluídas no dia 17 de junho, quando o inquérito foi relatado para o MPF. No inquérito, os Federais descobriram que o esquema fraudulento pagou a cinco construtoras mais de R$ 49 milhões, além da sonegação de impostos de aproximadamente R$ 30 milhões, entre outros crimes.
As investigações da PF também apontam o prefeito de Coari, Manoel Adail Pinheiro, como o líder da Organização Criminosa, denominada pela Polícia Federal como OCRIM. No entanto, Adail foi o único suspeito que ainda não foi preso. Ele, segundo sua assessoria de imprensa, está em Coari desde a última quarta-feira, após a prisão do vice-prefeito que, desde o início da operação ‘Vorax’, em maio, era quem comandava a prefeitura municipal.
Apesar de não ter sido preso, o pedido de prisão de Adail se encontra concluído nas mãos do desembargador da Justiça Federal em Brasília, Cândido Ribeiro, desde o dia 27 de junho. Devido a prerrogativa por ser prefeito, a prisão de Adail Pinheiro só pode ser decretada pelo magistrado do Tribunal Regional Federal da primeira Região (TRF-1).

Fonte: Cliping do TRF-1

Assessoria de Comunicação da JFRO