Lei Seca reduz em 21% vítimas de acidentes no Rio

Um levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde, com base nas estatísticas de atendimento dos três principais hospitais do Rio - Miguel Couto, Souza Aguiar e Lourenço Jorge - mostra que houve queda de até 21% no atendimento a vítimas de acidentes de trânsito desde que a lei seca entrou em vigor, há 20 dias. Para os diretores, o rigor da lei deverá diminuir ainda mais o número de vítimas. A estimativa é de que até dezembro a redução chegue a pelo menos 50%.
» Rio começa operação permanente na 6ª
» Opine sobre a lei seca
» Leia mais notícias da agência JB


"Nas últimas semanas, tivemos uma queda de 14%", mostra a diretora do Miguel Couto, Solange de Alencar Bevilacqua, se referindo a estatística que compara o período de 22 de junho a 7 de julho deste ano com 1º de janeiro a 21 de junho de 2007. "Lembro que quando o Código Nacional de Trânsito obrigou os motoristas a usarem cinto de segurança, a queda nos acidentes com vítimas caiu 35%. A tendência é que cada vez mais haja redução. Para os próximos meses, acredito que termos números em torno de 60%. E o objetivo é que a cada ano diminua o atendimento a vítimas de acidentes causados por embriaguez."

No Lourenço Jorge, a redução nas primeiras semanas chegou a 20% - comparando os atendimentos ente 22 de junho e 7 de julho deste ano ao período de 1º de janeiro a 21 de junho de 2008. Para manter a evolução da queda, o diretor da unidade, Flavio Silveira, acredita que seja fundamental uma fiscalização rígida.

"Se não houver blitzes e barreiras policiais para fiscalizar a população, não vai adiantar."

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, concorda com Silveira.

"Toda legislação acaba esbarrando na falta de ação do poder público", diz Darze.

O diretor do Souza Aguiar, Josué Kardeck - que observou uma queda de 21% nos atendimentos no período entre 20 de junho e 7 de julho deste deste ano, comparado ao período de 20 de maio a 7 de junho de 2008 - sugere um mapeamento da cidade para que as barreiras fiquem em pontos estratégicos, como avenida das Américas, por exemplo.

Na Baixada, porém, não houve mudança, segundo a preisdente do Cremerj, Marcia de Araújo.

"Temos informação de que nessa região não houve nenhuma queda e o motivo seria a falta de fiscalização da polícia."

Fonte: JB on line