| Anvisa
cancela registro de antiinflamatório
A Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) determinou o cancelamento do registro, em todo
o País, do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe) de 100
mg, do laboratório Novartis. A apresentação de 400
mg fica suspensa por 90 dias.
De acordo com a Anvisa, a medida foi tomada pelas incertezas sobre a segurança
do medicamento e acompanha decisões de outras agências reguladoras
internacionais.
A agência esclarece que os consumidores que estiverem fazendo uso
do medicamento devem procurar seus médicos para que substituam
o produto sem interromper o tratamento. De acordo com a Anvisa, há
alternativas no mercado brasileiro para o remédio, com perfil de
eficácia e segurança mais bem definida.
No Brasil, o antiinflamatório tem indicações aprovadas
para tratamento de osteoartrite (um tipo de artrite), da dor aguda e da
dismenorréia (cólica menstrual) primária. Estava
disponível nas apresentações de 100mg (embalagens
com 20 comprimidos) e 400mg (embalagens com 4 e 7 comprimidos).
O Prexige teve seu registro aprovado no Brasil em julho de 2005 e foi
vendido em 35 países. Hoje, apenas seis países mantém
a sua comercialização: México, Colômbia, Equador,
República Dominicana, Brasil e Bahamas. A retirada do medicamento
por vários países foi iniciada após o recebimento
de oito notificações hepáticas graves pela agência
reguladora da Austrália (Therapeutic Goods Administration).
Segundo a Anvisa, de janeiro de 2007 a abril de 2008, houve um aumento
significativo no número de reações hepáticas
notificadas. Em janeiro de 2007, o número de reações
notificadas era de 16, em agosto deste mesmo ano passou para 93, chegando
a 211 em abril de 2008.
Em maio, foram concluídas as últimas análises da
Anvisa sobre o antinflamatório e, em julho, finalizados dois pareceres
que recomendaram o cancelamento do registro no Brasil.
As notificações relacionadas ao Prexige, acumuladas no período
de julho de 2005 a abril de 2008, totalizam 3585 casos de reações
adversas, sendo 1.013 destes casos considerados graves (28%). A relação
de abril é ainda maior: dos 85 casos notificados, 34 eram graves
(40%).
Fonte: Terra
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