ACUSADO DE TENTAR MATAR PATRULHEIRO

SERÁ JULGADO HOJE PELA JUSTIÇA FEDERAL

O denunciado Waldecy Pereira de Freitas, 41, acusado de tentar assassinar, em conluiu com seu comparsa Lázaro de Sousa, o policial rodoviário federal Alex Carvalho do Nascimento, vai a julgamento nesta manhã de quarta-feira, dia 20, a partir das 08 horas, no auditório do Fórum Jarbas Nobre, da Justiça Federal. O réu responde ao processo criminal nº 1994.41.00.000323-3, que tramita na secretaria da 3º Vara da Seção Judiciária do Estado de Rondônia. Tendo o magistrado Élcio Arruda na presidência e condução dos trabalhos, o Tribunal do Júri da Justiça Federal irá apreciar e julgar a conduta do réu frente à denúncia feita pelo Ministério Público Federal de que ele teve efetiva participação no atentado contra vida do policial federal.

O crime ocorreu no ano de 1998, por volta das 18 horas, na BR-364, defronte à “Barraca do Mineiro”, próximo a uma parada de ônibus, sentido Porto Velho-Rio Branco. A vítima, policial rodoviário federal Alex Carvalho do Nascimento, aguardava a passagem do coletivo urbano que faz a linha Centro-Universidade Federal, quando foi avistado pelos denunciados Waldecy e Lázaro de Souza Viana, que passavam de automóvel pela região. Ao atender o chamado de Lázaro, que estacionou o veículo próximo à parada de ônibus e chamou a vítima, o patrulheiro foi repentinamente alvejado com vários tiros efetuados pelo criminoso. Todavia, o policial federal, mesmo atingido, sacou sua arma e também atirou em direção ao agressor, atingindo-o. O denunciado Waldecy assumiu o comando do veículo e em seguida empreendeu fuga. O fulminante ataque ao patrulheiro rodoviário federal deveu-se ao fato de, um ano antes, em maio de 1997, a mulher de Lázaro ter sido morta numa operação montada pela Polícia Rodoviária Federal para interceptar contrabandistas. Ela estava a bordo do Santana, placa AF 2910, quando o denunciado furou a barreira policial e os agentes federais dispararam em direção ao veículo, atingindo mortalmente sua esposa, Valdenora Ferreira de Oliveira. Motivado por espírito de vingança, Lázaro tentou ceifar a vida do policial rodoviário federal.

Para fazer defender o co-réu Waldecy, foi nomeado pelo juízo o advogado Aluízio Antônio Fortunato.